sábado, 17 de março de 2012

Minha Zona de Desconforto

Hoje fiz minha terceira aula de Teatro de Rua e para mim a cada novo encontro com o Teatro eu me reencontro comigo mesma. Descubro que toda a vez que eu olho no olho de alguém e mantenho o "foco" eu disciplino minha mente para que ela se mantenha no momento presente. Descubro que o teatro exige o encontro, a parceria - porque ele acontece sempre dentro de um jogo real e também simbólico aonde os 'jogadores' e a 'platéia' "alimentam" a jogada . Descubro que o teatro é sedução; é conquista; é namoro - é gostoso, mas dá trabalho e exige esforço consciente: físico, intelectual e emocional.
O Teatro me tira de minha "zona de conforto" e provoca em mim um confronto comigo mesma e com o meu desconhecido. Ele é a minha zona de desconforto.

Jussara Passo
atrizaprendiz

sábado, 10 de março de 2012

Poesia de ônibus.

Hoje eu fui de encontro ao chão e me ergui na batida de um pandeiro.
Hoje eu pulei em poças d'água e gritei ao mundo letras do Chico.
Hoje eu bati palmas, me tornei foco, dancei no centro da roda e cantei musicas sobre bundas brilhosas de vagalumes...
Hoje, como nunca, eu fui feliz!


- Agora, estou aqui.
Nina Ferrari
http://ame-nina.blogspot.com/
NÓS FAZEMOS TEATRO - Fernando Bonassi

"Contra a ignorância, o terror, a falta de educação, a propaganda de promessas, o conforto moral, a ordem acima do progresso, a fome, a falta de dentes, a falta de amores, o obscurantismo... nós fazemos teatro.Fazemos teatro pra dar sentido às potencialidades, pra
ocupar o tempo, pra desatolar o coração, pra provocar instintos, pra fertilizar razões, por uns trocados, por uma boa bisca, porque é fundamental e porque é inútil. Pra subir na vida, pra cair de quatro, pra se enganar e se conhecer... contra a experiência insatisfatória; contra a natureza, se for o caso, nós fazemos teatro.

Fazemos teatro pra não nos tornarmos ainda pior do que somos. Pra julgar publicamente os grandes massacres do espírito. Pra viabilizar a esperança humana, essa serpente...Nós fazemos teatro de manhã, de tarde e de noite. Nós somos uma convivência de emoções, 24 horas distribuindo máscaras e raízes.Nós fazemos teatro de tudo, o tempo todo, porque acreditamos que a vida pode ser tão expressiva quanto a obra e que devemos ter a chance de concebê-la e forni-la artisticamente. Porque estamos acordados. Porque sonhamos os nossos
pesadelos.Nós fazemos teatro apesar daqueles que, por um motivo que só pode ser estúpido, estejam "contra" o teatro. Aliás, o que pode ser "contra" algo tão "a favor"? Nós fazemos teatro contra a mediocrização do pensamento; a desigualdade entre os iguais e a igualdade dos diferentes.

Nós fazemos teatro contra os privilégios dos assassinos de gravata, batina, jaqueta, toga, minissaia, vestido longo, farda, camiseta regata ou avental. Contra a uniformidade, nós fazemos teatro.Nós fazemos teatro contra o mau teatro que querem fazer da realidade.Nós fazemos teatro pra explicarmo-nos - ainda que mal - e ao mal de todos nós dar algum destino menos infeliz.
Nós fazemos teatro pra morrer de rir e pra morrer melhor. Pra entender o inestimável, se esfregar no infalível, resvalar na nobreza, experimentar as mais sórdidas baixezas, pra brincar de Deus...Nós fazemos teatro, comendo o pão que os Diabos amassam, os pratos feitos que as produções financiam e os jantares que as permutas permitem.Nós temos fome da fome do teatro. Porque onde houve e há teatro, houve e há civilização.Fazemos teatro sim, tem gente que não faz e está morrendo, essa é que é a verdade."

Fernando Bonassi (1962) - ESCRITOR, ROTEIRISTA, DRAMATURGO E CINEASTA
PS: Obrigada turma por seguir firme no propósito... estou achando tudo lindo! Órion

segunda-feira, 5 de março de 2012

Oficina de Teatro de Rua. Professora: Vanessa Darmani

No sábado eu tive minha primeira experiência com aulas de teatro. Nunca participei nem mesmo de peças na igreja, mas resolvi ingressar na oficina de teatro de rua e estou realizando um sonho. Foi uma experiência incrível!

Já na primeira aula fomos para a Praça Costa Pereira. O interessante é que trabalhei no centro de Vitória por vários anos e foram poucas as vezes que parei na praça. Confesso que foi estranho chegar lá e ouvir: sentem-se no chão... Mais estranho ainda quando a orientação foi: deitem-se no chão! Contudo, devo admitir que o desconforto foi apenas inicial. Em pouquíssimo tempo eu já estava adorando aquele momento. Sentir-se completamente integrada àquele ambiente, fechar os olhos e ouvir os diversos tipos de sons, deixar aflorar os sentidos... Foi estimulante!

Outro exercício proposto foi conhecer em 01 minuto o que outro colega faz da vida e representá-lo depois. Foi muito bom superar a timidez inicial e perceber o esforço e a criatividade de cada Ator aprendiz para representar.

Após a experiência na praça voltamos para a sala de aula da FAFI. A partir de então começamos a ouvir a percepção de cada um dos colegas. E que ricas percepções! Algumas análises daquele momento foram realmente encantadoras: Vander, João Vitor, Robson, Franciely, Orion entre tantos outros. Ouvimos a respeito da integração com o ambiente, dos diferentes níveis de audição, da zona de conforto, da interação com os transeuntes, da superação...

Ao chegar em casa e pensar em todos o momentos da aula lembrei-me dos meus tempos de UFES, das explicações do professor Luiz Eustáquio Soares a respeito de Alteridade: Como se colocar no lugar do outro, como interagir, como conviver e aceitar as diferenças.

“A experiência da alteridade (e a elaboração dessa experiência) leva-nos a ver aquilo que nem teríamos conseguido imaginar, dada a nossa dificuldade em fixar nossa atenção no que nos é habitual, familiar, cotidiano, e que consideramos ‘evidente’. Aos poucos, notamos que o menor dos nossos comportamentos (gestos, mímicas, posturas, reações afetivas) não tem realmente nada de ‘natural’. Começamos, então, a nos surpreender com aquilo que diz respeito a nós mesmos, a nos espiar. O conhecimento (antropológico) da nossa cultura passa inevitavelmente pelo conhecimento das outras culturas; e devemos especialmente reconhecer que somos uma cultura possível entre tantas outras, mas não a única”. (F. Laplantine, 2000:21)*

Enfim, obrigada a cada um de meus colegas pelas experiências compartilhadas, obrigada Vanessa e Wyller pelos exercícios propostos. Aguardo ansiosa pelas próximas aulas!

Kelly Lima

* Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Alteridade

sábado, 14 de novembro de 2009

Nossa, a aula de hoje foi muito engraçada..Da pra ver que a nossa capacidade de criatividade vai bem além do q fazer o q vemos ou ouvimos, e só a professora expremer um pouquinho xD.
Achei aquele primeiro exercício de relaxamento (aquele que a professora aperto nossa perna no chão) bem doloroso, mais num é que eu fiquei mais flexivel depois...
O mais legal mesmo foi as cenas...Acho que não vo esquecer as "asinhas" da Aniquele(é assim que escreve?), ou o ataque super sinistro que o Vitor deu para colocar a carteira pra fora aheuaheu. Nem eu sem orelhas e o incrivel aparelho que te faz escutar pela boca xD.
Foi bem divertido e quando agente se diverte é melhor, aprende mais...
Mas como dizem teatro é um jogo, só tem que aprender as regras...


P.S.: Comente!! xD

Ariel Morena

domingo, 4 de outubro de 2009


Nós tivemos que representar trabalhos do cotidiano.

Victor Borsoi

Na aula a professora pediu para nós fazermos certos movimentos, sempre nos avisando para variarmos a velocidade. Ora andávamos, ora corríamos, andávamos de forma muito lenta e etc.
A professora falou que esses tipos de movimentos são fundamentais para o teatro, pois dependendo de como forem podem prender a atenção dos espectadores.

Fizemos exercícios com base nesses movimentos. Nós tivemos que representar trabalhos do cotidiano. A turma foi dividida em grupos de cinco ou mais alunos. Cada grupo representou uma situação de trabalho. Os tipos de trabalhos representados foram: uma mulher varrendo um chão, um homem pintando uma parede, etc. A maioria dos alunos se saiu bem.

Depois, fingimos que estávamos sendo fotografados fazendo poses, e logo depois, nós fingimos que éramos personagens da foto. A maioria do grupo não entendeu bem o que realmente deveria ser feito. Só um grupo entendeu o objetivo da professora que foi o grupo que encenou a capoeira.
No final, a professora pediu para todos os alunos fazerem, em casa, um relatório sobre a aula.

Eu achei essa aula interessante, porque eu aprendi mais sobre como representar.

Relatório 28 de agosto

Relatório 28 de agosto
Bom eu gosto muito de fazer teatro, apesar de que acho que não estou me dedicando como deveria a isto.
Nos exercícios que a professora passa acho que falta um pouco mais de força de vontade da minha parte, devido a minha timidez, com o tempo espero concertar isso.
Adoro os exercícios que a professora nos manda fazer, e gosto de todos os grupos que se formam para apresentar, gosto de assistir todos se apresentando.
Gosto muito do grupo das meninas do canto, elas sempre tem ótimas idéias para fazer os exercícios, e sempre os apresentam muito bem.
O que a professora disse para fazermos o exercício pensando só nele é um pouco difícil para mim, porque sempre estou pensando em outras coisas e as vezes não consigo me concentrar muito por conta disto. Ainda estamos no começo e sei que tenho muita coisa a aprender e a melhorar e espero que isto aconteça

A aluna não assinou o relatório

sábado, 19 de setembro de 2009

Em agosto iniciei as aulas com a turma de Iniciação Teatral na Escola de Teatro e Dança FAFI, com alunos a partir de 16 anos no horário de 10:00 às 12:00 horas.
Desde o início a turma se mostrou muito animada e disposta, talvez porque a maioria nunca tinham tido contato com as artes cênicas, todos muito ansiosos e curiosos com o que estava por vir. Esta curiosidade e a vontade de aprender despertaram-me o desejo de registrar as aulas pela ótica dos alunos-atores, propus a idéia de relatório das aulas e publicação deste processo através de um blog. Então ai está! Desejo que esta experiência seja relevante para todos nós, para mim como Instrutora de uma escola de arte, aos alunos que deram seu primeiro passo no mundo maravilhoso do teatro e a todos que acompanharem o nosso DIÁRIO DE UM ATOR APRENDIZ. Aprendizes somos todos os dias...
Aula 05 de setembro O exercício do bastão foi muito eficiente para percebermos a importância da atenção de todos, o foco, o ritmo, a sincronia.Vimos que a dispersão de uma pessoa leva a cena para o "brejo" (se estivessémos no palco na hora do exercício).E retornar é muito mais difícil quando a cena cai o ritmo, por que perdemos a atenção do público. O bastão quando caía no chão representava que o ritmo, a atenção e a sincronia não correspondiam.Uma peça não acontece com uma só pessoa, é necessário sincronia...PS: A aluna não assinou o relatório.