domingo, 16 de setembro de 2012

Teatro Itinerante Cooperarte: Estrutura do Palco

Teatro Itinerante Cooperarte: Estrutura do Palco: Palco Montado Palco Montado   Infomações Gerais Palco dimensão 4m largura X 3m fundo todo em peças de 2,20m Montável. 4 ...

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Eu, a Fran e blábláblá...


Do livro: “Como se sentir bem ao lado de estranhos”, tem um capítulo onde destacam a decadência do ser humano ao se privar de coisas boas como sorrir, abraçar, beijar, brincar, pular, correr; estar com quem se quer a hora que se quer, e se não for possível estar com quem se quer (essa é a melhor parte) não faça de quem pode estar ao seu lado a última opção, faça direito, faça dele a única oportunidade. Oportunize-se! Viva! Foi isso que aprendi desde que comecei a “teatrar” e, desde que comecei entender este livro cujo título eu acabei de inventar. A vida é uma caixinha de surpresas; o palco é uma caixinha de surpresas. “A arte imita a vida ou a vida imita a arte?” - Tenho começado a pensar que, a vida tem imitado cada vez mais a felicidade de um ator no teu palco, mas a resposta não é essa; A vida é a arte caminham juntas! Uma ajuda a outra, uma compõe a outra, e isso sim é diversão. Olha que bacana! Eu posso inventar o meu próximo dia, com a mesma delicadeza de compor uma belíssima peça e ainda por cima, com a mesma “expectativa” de público, a diferença é que no final de um espetáculo, se a crítica for ruim, será pelo resto da eternidade. Para que estou dizendo essa parafernália toda? É óbvio, nítido, que para cumprir o nº de caracteres. Brincando! É para dizer que estou tomando vida nisso tudo. Em estar com vocês a cada final de semana; a cada bagunça feita; a cada risada sem sentido; a cada “estudo sobre os métodos (linguísticos)”, de Stanislavsk, com Natan e Cia; estudar com gosto isso tudo que vocês estão aceitando, eu gosto disso. Gosto de ver a arte que me faz tão bem, ser valorizada por pessoas tão especiais. Claro que eu fugi da intenção de um post, mas não seria eu se não falasse de mim e de todo o sentimentalismo envolvido nisso. Aumentando as expectativas do meu livro: “Como se sentir bem ao lado de estranhos ATORES” (prefiro com esse nome!), tem um capítulo que diz: Para sentir o teatro que vive vá para a praça mais próxima (a mais movimentada de preferência) e grite como loucos, apresente-se como o mais belo menestrel, dance como o ilustríssimo Baryshnikov, ou se não, faça você mesmo o que lhe der na telha, brinque de roda com os mendigos; suba na árvore e imite macacos; chame atenção, mas chame direito, porque o mesmo público que te aplaude, te vaia! Mesmo assim, não vamos pensar nisso agora, afinal, a vida é boa demais pra ser imediatamente "perfeito"!

Muitos beijos para os meus amigos lindos, e grandes atores aprendizes. E como eu disse uma vez - 'Que essa magia nunca se acabe!'


Franciely Sampaio

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Chegando na sala de ensaio (sala)...


Chegando na sala de ensaio (sala)...

Chegando  na sala primeiro exercício é sempre de tenta estabilizar o fluxo de energia  normalmente chegamos carregados de ANSIOSIDADE, JULGAMENTOS, MOVIMENTOS CONTIDIANOS é  CORPOS INDISPOSTOS (sexta Hehe).
Os alongamentos iniciando no plano baixo  subindo todo corpo  com objetivo de concentrar ativa o corpo (moléculas) é criar seu próprio espaço é se perceber em quanto espaço , os exercícios em grupo e muito bom para perceber  a limitação do outro e também percebe a facilidade do outro  o exercício do coelho foi muito bom tecnicamente todos que foram  coelho você traça um objetivo e tenta chegar (TOCA)  se uma pessoa chega antes de você , você tem que mudar muito rápido assim como o jogo do improviso o movimento da platéia em cena  quando você consegue chega no objetivo e quando tem que mudar rapidamente de objetivo .
A divisão de grupos é os textos da constituição foram muito importante para perceber  e conhecer a constituição para saber como posso passa qualquer coisa com varias formas isso implica muito no meu corpo e minha entonação vocal  e volume da minha voz pois estou na rua . O momento de criar cenas com constituição  foi muito para mostra que na rua o que  te faz ganha a PLATEIA e MOVIMENTAÇÃO de corpo e VOLUME na voz
Particularmente eu tive muita facilidade pois eu deitei na praça na aula anterior  então eu pude perceber as outras pessoas  como se movimenta , então toda criação  que propus foi  com pessoas que eu observo no meu cotidiano eu só reproduzir com mais potencialidade de movimentos  sem chega ao ridículo e nem o grotesco.

Gostaria de propor aos que lerem  todos os post que incentive aos demais lerem  também pois são coisas que  são muito pessoais e precisa de conversa .gostaria também de propor marca algo para conversamos sobre TEATRO  em algum bar e procure entra no grupo do TEATRO DE RUA -FAFIda turma porque sempre rola uns oficinas , trabalhos etc...

Natan dias 

sábado, 18 de agosto de 2012

Segunda aula de teatro de Rua da FAFI, exercício de criação realizado na Praça Costa Pereira.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Teatro de Rua!!!!

Bem,o que posso dizer sobre o 1º dia de aula de Teatro de Rua?

Confesso que para mim,mesmo já tendo um olhar diferente sobre o teatro,ocorreram fatos inimagináveis,não
por ser uma turma grande,ou por ter uma seleção diferente do normal.Mas sim pela energia que cada um levou consigo para aquela aula,mesmo sendo pessoas diferentes em realidades localidades e também pelas história de vida que cada um trás consigo,pelo teatro que cada  um já fez na sobrevivência interpretando o papel de si mesmo até chegar naquele Sábado 11/08/2012.
Bom não tenho muito o que relatar sobre essa experiência,a não ser o fato de quanto eu fiquei admirada,admirada sim por ver o quanto as pessoas foram capazes de se entrega por imediato,deixando a vergonha e timidez de lado,não só no anseio de compartilhar uma troca de olhares  em meio a um circulo,ah ir para uma praça acho que todos já esperávamos,afinal é teatro de rua,acredito que o que não era aguardado era abrir sua vida e virar Realeza em questão de alguns minutos para que ela fosse exposta em meio a uma praça onde muitas pessoas passavam, algumas só olhavam outras participavam ao seu modo meio tímido observavam e brincavam no seu canto até a hora de "sacudir o rabo do Jacaré" em meio a um tumulto pois nessa hora foi como num piscar de olhos a praça encheu - se de curiosos,não sei se queria sacudir o rabo do jacaré,ou não bulir, bulindo!Tudo bem,isso não foi nada!Depois de deitar-me no chão,sujo do dia-a-dia,odorizado como colocado por alguns inclusive eu!Confesso que foi horrível deitar naquele chão,mas logo esqueci onde estava,quando me perdi nos cantos dos pássaros e dai tudo passou a fluir naturalmente foi como se ter deitado no chão fizesse todos os exercícios seguinte ser de uma simplicidade menor,não menor valor,mas como se o bloqueio inicial não existisse mais.
Enfim,entre experiencias vividas,musicas interpretadas em plena praça,troca de olhares,perca de timidez e muitas,muitas cantorias mesmo,e coisa que com certeza não se perderam e nem deixaram de acontecer nas próximas aulas vou encerrar este post com o desejo de que todos os Sábados em diante seja sempre o 1º Sábado,para que nunca nos falte essa energia,boa vontade e  o desejo de se conhecer e estarmos todos juntos,até quando nos for possível.
Que nos venha mas 1ª aulas!!!!

(Karla) 


terça-feira, 14 de agosto de 2012

O que esperar do primeiro dia de aula?


Primeiro dia de aula de Teatro de Rua! O que esperar? Como serão os exercícios? Será que a turma terá sinergia? Será que vai ser uma aula mais prática ou teórica? Sem dúvida essas perguntas e outras estavam na cuca daquelas 40 pessoas que estavam ali naquela sala. Sim, isso mesmo, 40 pessoas, até agora a oficina de teatro com mais alunos nesse período.  Pode parecer um absurdo para quem olha o tamanho da sala, mas parecia que ela tinha sido feita para todos nós naquele momento. O espaço foi devidamente e perfeitamente aproveitado. Bem, voltando a ansiedade, logo logo ela foi sendo saciada. Ansiedade que já vinha de muito tempo para alguns, e que havia sido demonstrada também no dia do teste. Alguns por exemplo, que não vou dizer quem, mas que por hora escreve esse texto (risos) já especulava com alguns colegas como seria o teste, desde o pátio da espera: será que todos vão sentar aqui nas escadinhas e aí um a um vai lá no meio fazer uma apresentação? Não, não foi isso, entramos na sala. E agora, como será que vai ser esse teste? Ah claro! Vamos ter que vestir aquelas alegorias que estão naquele cantinho lá na frente e fazer uma apresentação! Que mente viajante, foi o que disse uma das colegas (risos). Pois bem, logo logo fomos surpreendidos pela melhor notícia que queríamos ouvir naquele momento: não haverá teste, todos estão dentro, o teste vai ser no decorrer do tempo, com o compromisso e seriedade de encarar o curso. Palavras sábias da nossa grande professora! 

E finalmente, chega o mais esperado dia, o 1º dia de aula! Pelo visto a galera vai encarar o método de classificação com seriedade e mais do que isso, como um objetivo na vida que querem alcançar, para se aperfeiçoarem em suas carreiras de atores e atrizes e também como pessoas. A cada exercício, um aprendizado, feito de maneira divertida e desafiadora para muitos. Olha que delícia, exercícios de percepção com troca de olhares e logo depois caminhada até a praça de mãos dadas com o colega. Foram aproximadamente uns 5 minutos para chegar e conseguimos mergulhar um pouco no universo do outro nesse tempinho. Podemos conhecer depois um pouco da vida de cada um daqueles que estavam ali naquele sábado.

Deitar no chão da praça costa Pereira! O que? Para muitos a ideia inicial parecia absurda. Confesso que como adoro fazer coisas “diferentes” gostei da ideia e logo quando me deitei não consegui me concentrar muito, eram muitos barulhos misturados que aos poucos com a concentração pude perceber: o barulho dos pássaros em uma das mais lindas árvores que já vi em nossa cidade, o barulho dos carros, buzinas, conversas, andares.  Em poucos segundos eu estava mergulhada naquele mundo, naquela praça onde passam milhares de pessoas por dia e que muitas vezes nem sequer olham para o lado. Será que todos que passam lá diariamente sabem que existe tanta vida ali? Em fim, creio que não. Eu mesma nunca tinha reparado aquela linda árvore por qual me apaixonei. 

Não podemos deixar de mencionar as danças, os cantos, os exercícios de dupla no meio da roda, todos compondo perfeitamente o nosso aprendizado. Parecia que a turma já se conhecia há anos e no final a troca de olhares estava mais íntima ainda, contribuindo para a finalização em grande estilo do último exercício do dia. Opa! Último não! Depois dele nos dividimos para fazer a música de despedida da 1ª aula e nos apresentamos no pátio da FAFI e depois seguimos caminhando e cantando seguindo nossos destinos.  Não posso me esquecer de duas meninas que passavam em frente à Fafi quando se depararam com aqueles 40 alunos saindo e cantando. Elas olharam uma para outra e falaram: “gente quanta felicidade”. E elas não imaginavam quanta mesmo, sem dúvida todos saíram do seu primeiro dia de aula com tamanha felicidade. 

(Lílian Casotti)

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

1º dia (11/08/12)

Um grupo dividido em duplas com um misto de ansiedade e expectativa, ao lado de cada um, novas descobertas com uma conversa simples enquanto caminham ate um ponto trivial, um lugar de transitação que despercebibo se passa diariamente pela maioria das pessoas. Inclusive para este grupo, para as pessoas deste grupo que são desafiadas a encara-lo com um novo olhar, encarar o mesmo ponto que para alguns é apenas uma praça, um retorno e para outros, um "lar", um "mictório", um refugio etc. como seu espaço cenico, como uma escola de um ator aprendiz, sim, uma escola na rua, bem no meio da praça.
A praça estava ali, as pessoas estavam ali, os conceitos estavam ali, e o desafio?? é claro que tambem estava ali, e não se atrasou...
-Quero que se deitem! Fechem os olhos, relaxem, e sintam.
Claro, isto parece muito fácil se fosse numa cama...Mas não haviam camas, haviam olhares, o medo da exposição, do ridiculo e o chão. Contudo, deitamos. Depois dum tempo, quando levantamos, alguns relataram odores, sons e imagens diversas. E nestes relatos é que compreendemos que se tratava dum exercicio de percepção e ambientalização. Afim de compreendermos o que algumas pessoas nao compreendem... Algumas pessoas param pra ver, outras não. A maioria não, não param de falar, de buzinar, de vender e os passaros não param de cantar, ou seja, a praça não vai parar e é preciso entender que simultaneamente influenciamos e somos influenciados, invadimos e somos invadidos por este espaço, pelos seus sons, imagens e odores.
Sendo assim, numa apresentação é preciso triunfo, como dum rei ou duma rainha... e foi assim com um toque de realeza que apresentamos o parceiro com o qual viemos da escola para a praça conversando. E se faltou o alaúde e trombetas na apresentação, no novo exercicio (da catiga e da dança) não faltou o pandeiro para balançar o "rabo" de qualquer jacaré ou esfolar o pé (risos),  menos ainda pra amolecer juntas ou atirar no mar, isso é claro, se ele não vazar.
Devolta pra sala, exercicio de "sintonia" na troca de lugar por troca de olhar. E na "compra" (ou côco, se não me engano) houve até gingado de copoeira. Foi uma festa se apropriando da tecnica.
No final, cada um expôs: elogios, sensações, critica e sugestões. A sintonia foi tanta, que houve proposta de exercicio até nu...imagina?? quem concorda grita ROOU, ae!! 

(G.da Silva)

sábado, 11 de agosto de 2012

Oi Gente!


Peço licença para invadir um pouquinho o espaço e transmitir a vocês um poema que encontrei, por acaso, na internet que, para mim, significa exatamente o que vivemos hoje e, provavelmente viveremos por todo período em que estivermos juntos. =)

Bom, me despeço por aqui para dar lugar aos comentários sobre a aula (que espero ansiosa) dos meus cinco colegas...


" E EM MILHÕES DE MIGALHAS

SACIO A MINHA FOME,

E EM MILHÕES DE PEQUENOS PASSOS

SACIO A MINHA SEDE DE CAMINHAR,

E NO EMBARAÇO VISTOSO DESSA IMENSIDÃO MODERNA

QUERO ENCONTRAR A TODOS VOCÊS

IRRADIANDO A SIMPATIA QUE LHE SÃO PECULIARES

MESMO FECHADOS EM SEUS PRÓPRIOS AUTOMÓVEIS,

MESMO TRANCADOS EM SEUS IMÓVEIS

MEU CORAÇÃO SE ENCHERÁ DE ALEGRIA"

(Alegria essa que, unidos, faremos irradiar em cada canto dessa cidade)



Um beijo a todos!

Foi maravilhoso estar com cada um de vocês =)

Gizelle



sábado, 7 de julho de 2012





Alunas Soraya, Dani, Lays
Exercício "Belfagor, o Arquidiabo"
Rua 7 de setembro, centro de Vitória.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Dia de 'Bagunça'!

Foto tirada na Escola de Teatro, Dança e Música - FAFI

'Só uma recordaçãozinha! - rs' Muito feliz com vocês, galera!!

Aula...
         Franciely Sampaio
Aula de quebra-corpo...
Aula pra quem já é “loco”...
Aula pra quem é de Quem,
E de ninguém...
Aula pra “quebrar um ferro”
Aula pra estar com quem quero,
Venero!
Aula pra ficar solto...
Aula pra “acordá” quem “tá” morto...
AULA... Só aula...
Minha aula!
Nossa aula!

Beeejooo....
Franciely Sampaio

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Olá Amigos!

Seguem abaixo algumas frases engraçadas sobre casamento... :-)


O ideal no casamento é que a mulher seja cega e o homem surdo.
Sócrates

O fardo do casamento é tão pesado que precisa de dois para carregá-lo - às vezes, três.
Alexandre Dumas

O casamento é uma tragédia em dois atos: civil e religioso.
Barão de Itararé

Se casamento fosse bom não precisaria de testemunhas.
Natalia alves...Nathy

"Casamento não é o paraíso nem o inferno - é apenas o purgatório."
Abraham Lincoln

Casamento e igual a Av. Paulista comeca no Paraiso e termina na Consolacao.
Diego Silva

O amor é um sonho, e o casamento um despertador
Provérbio Italiano

O casamento tem dentes e como dói a mordida.
Provérbio jamaicano

O casamento é como o vinho: depois de velho vira vinagre.
Ediel

A diferença entre a máfia e o casamento é que a máfia gasta menos para manter o negócio.
Ediel

O ruim do casamento nem é a sogra... Mas os cunhados que vem chegando, chegando, ficando, pedindo dinheiro emprestado... E nunca pagando!
Horlando Halergia

Só há duas coisas capazes de destruir um homem:o vício e o casamento.
Ediel

Só para descontrair um pouco! rs
Bjs
Kelly

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Olá amigos!

Na aula de sábado passado (19/05) a Vanessa aplicou exercícios de improvisação com o texto Belfagor, de Maquiavel. Dividimos o texto em quatro partes, da seguinte forma:

Parte 1:
(As cenas acontecem no inferno)

Personagens:
01 diabo chefe
02 diabos súditos
01 Belfagor
01 Arauto
02 testemunhas (sugestão de inclusão para a próxima aula)

Para incluir as 02 testemunhas creio que a ideia da Gerusa foi muito boa. Podem aparecer 02 figuras masculinas (talvez um malandro e um marido chifrudo?) fazendo o cadastro para entrar no inferno e, ao serem indagadas pelo recepcionista a respeito do motivo pelo qual estavam ali, todos alegam que foi devido ao casamento.
Obs.: O recepcionista pode utilizar um computador para fazer o cadastro e, posteriormente fazer uma pesquisa no google e no "diabobook" a respeito das definições de casamento.

Depois de perceber que ultimamente todos que chegavam ao inferno era devido ao tal casamento, o recepcionista e outros (s) súditos ficam apavorados e resolvem comunicar ao chefe. Resolvem então levar um chifrudo que acabou de chegar para testemunhar.

Após ouvir as definições de matrimônio e a descrição de como o casamento era ruim, o diabo chefe e seus súditos tentam encontrar uma solução, pois o inferno já está superlotado. O diabo chefe decide enviar um representante à Terra, para averiguar a situação. O escolhido para viver a experiência do matrimônio na Terra é Belfagor. Belfagor passará a ser chamar Rodrigo e receberá fortuna, beleza e tudo mais que for preciso para vir a Terra.

A Vanessa sugeriu que propuséssemos um sobrenome para Rodrigo. Pensei em Rodrigo Cachoeira, para fazer uma alusão ao nosso escândalo político atual, mas estamos aguardando novas sugestões...

Parte 2:
(As cenas acontecem na Terra)

Personagens:
Belfagor
Honesta
02 irmãos de Honesta
02 empregados
02 credores
02 vendedores
João Mateus

Belfagor/Rodrigo chega a Terra. Ele se apaixona e resolve se casar com Honesta, que é uma mulher cheia de caprichos e vontades que acabam levando Rodrigo à falência.

Nessa parte entram 02 vendedores (a sugestão foi de um vendedor da Herbalife e outro de coisas fúteis); os 02 irmãos de Honesta pedindo dinheiro emprestado e prometendo multiplicar os lucros e depois os credores, que ao desconfiarem que Rodrigo esteja falindo começam a vigiá-lo, para que o mesmo não fuja.

Obs: Os empregados podem mostrar insatisfação em trabalhar para Honesta, que os maltrata em cena.

Por fim, endividado e saturado com a situação, Rodrigo resolve fugir. Na fuga encontra João Mateus e propõe que ele o esconda, prometendo em troca tornar João Mateus um homem muito rico. Após esconder Rodrigo e passado o perigo, João Mateus escuta e aceita a proposta.

Parte 3:
(As cenas acontecem na Terra)

Personagens:
Belfagor/Rodrigo
João Mateus
02 possuídas
02 parentes das possuídas
01 Rei
01 princesa possuída
01 coral

João Mateus tira o espírito de 02 possuídas e conforme o plano enriquece e é orientado a não incomodar mais Rodrigo; contudo, depois de um tempo Belfagor possui a filha de um rei muito influente (talvez possa ser um político ou uma celebridade) e João Mateus, ameaçado, é obrigado a "tirar o espírito" da jovem princesa.

Belfagor não aceita nenhum acordo com João Mateus e Belfagor/Rodrigo que Honesta veio buscá-lo. Belfagor amedrontado foge sem nem mesmo averiguar se era verdade.

Obs: Sugestões de chegada para Honesta:
- Pode chegar com filhos e cobrando pensão;
- Casada com uma mulher;
- Casada com o "homem bengala" (vocês imaginam o porquê da bengala? rs)

Parte 4:
(De volta ao inferno...)

Personagens:
Belfagor
Diabo chefe
02 diabos súditos

Belfagor relata a experiência vivida ao diabo chefe e confirma que realmente o casamento é muito ruim, que a esposa Honesta foi a culpada de todos os problemas e que ele preferiu voltar ao inferno a ficar casado.

_____________

Espero que tenha ajudado!

Lembrando que a professora Vanessa já agendou as aulas para a oficina de adereços. Serão nas sextas-feiras, provavelmente a partir das 19h e aos sábados a partir das 13h.
Sextas: 1, 8 (a confirmar devido ao feriado) e 22/06
Sábado: 2, 9 (a confirmar devido ao feriado), 16 e 23/06.

Beijo a todos e, se Deus quiser até o dia 01/06, pois no próximo sábado infelizmente não poderei comparecer.

Kelly






sábado, 19 de maio de 2012



Belfagor, Maquiavel.


Nas memórias antigas das coisas de Florença lê-se uma história referida por um homem santíssimo, mui respeitado por todos os seus contemporâneos. Certa vez, absorto em suas orações, graças a elas pôde ver como um sem-número de almas de míseros mortais que haviam morrido sem a graça de Deus iam para o inferno, e como todas ou a maioria delas lamentavam ter-se casado, pois era esta, e não outra, a causa de tamanha desdita. Minos e Radamanto, junto com os outros juízes infernais, ficaram muito admirados e, não podendo dar crédito às calúnias que as almas lançavam ao sexo feminino, fizeram disso um relatório regular a Plutão, tanto mais que a grita crescia a cada passo. Plutão deliberou examinar o caso de perto com todos os príncipes do Inferno e, depois, tomar o partido que fosse julgado mais conveniente para descobrir a verdade. Convidou-os, pois, ao conselho, e falou nestes termos:
- Embora eu, meus diletíssimos amigos, por disposição celeste e sorte fatal, de todo irrevogável, possua este reino e não possa ser submetido a nenhum juízo, nem celeste, nem mundano, contudo resolvi consultar-vos. Grande prudência revelam os mais poderosos se curvam eles mesmos às leis e levam em conta a opinião alheia. Dizei-me, pois, com devo proceder num caso que poderia redundar em infâmia para nosso império. Todas as almas de homens que entram em nosso reino pretendem ter sido causa disso a própria mulher, o que nos parece impossível. Se condenarmos tal afirmação, talvez os levianos nos acusem de crueldade; se não o fizermos, talvez os injustos nos considerem demasiado indulgentes e pouco amantes da justiça. Querendo evitar uma e outra acusação, e não encontrando o meio, decidimos convocar-vos a fim de que nos ajudeis com vossos conselhos e façais que este reino continue a viver sem infâmia, como sempre tem vivido.

Cada um daqueles príncipes achava o caso importantíssimo, e de grande monta. Estavam todos de acordo em que era preciso descobrir a verdade, mas discordavam quanto à maneira de o fazer. Uns julgavam que se devia mandar um deles ao mundo, outros que vários, para conhecerem ali pessoalmente, sob forma humana, o que era a verdade. A outros parecia desnecessário tantos incômodos; bastava obrigar várias almas, por meio de tormentos diversos, a confessá-la. Como, porém, a maior parte se declarasse pela primeira opinião, foi adotada esta. Ninguém, no entanto, se oferecia espontaneamente a tentar a empresa; assim, recorreram à sorte. Esta recaiu sobre Belfagor, arquidiabo, que anteriormente – antes de cair do Céu, era arcanjo.
Aceitou ele o encargo com repugnância, mas o poder de Plutão o constrangeu a executar o que o conselho resolvera, e teve de consentir nas condições solenemente aceitas por todos. Tinha sido deliberado que aquele em quem recaísse a sorte receberia imediatamente cem mil ducados, e com estes viria a nascer no mundo, a casar-se sob forma humana e viver com a mulher durante dez anos; depois, fingindo morrer, voltaria e exporia a seus superiores, fundado na própria experiência, quais são os encargos e os incômodos do casamento. Fora deliberado, também, que durante o tempo em apreço ficaria submetido a todos os achaques e males a que os homens estão sujeitos, sem excluir a pobreza, a prisão, as doenças e todas as desgraças que aos mortais ocorrem, salvo se por meio de engano, astúcia conseguisse livrar-se delas.

Aceitas, pois, as condições e os ducados, foi-se Belfagor ao mundo e, devidamente provido de cavalos e companheiros, entrou honrosissimamente em Florença. Escolhera esta cidade, de preferência a todas as outras, para seu domicílio, por lhe parecer entre todas a mais apta a suportar quem quisesse viver empregando seu dinheiro em negócios. Fez-se chamar Rodrigo de Castela e alugou casa no bairro de Todos os Santos. Para que não lhe pudessem investigar os antecedentes, afirmou haver partido de Espanha ainda pequeno; dali fora à Síria e a Alepo, onde ganhara tudo o que tinha; de lá, viajara para a Itália a fim de casar-se num lugar mais humano, conforme à vida civilizada e à sua própria índole.

Era Rodrigo um belíssimo rapaz, que aparentava trinta anos. Em poucos dias demonstrara quantas riquezas tinha e dera prova de sua liberalidade e humanidade; e logo vários cidadãos nobres, providos de muitas filhas e pouco dinheiro, lhe ofereceram seus préstimos. Entre todas, Rodrigo escolheu uma belíssima rapariga, chamada Honesta, filha de Américo Donati, que tinha mais três filhas, quase em idade de casar, e três filhos já adultos. Posto que de família muito nobre e tido em bom conceito em Florença, era Américo bem pobre, levando-se em conta sua numerosa prole e sua nobreza.
Rodrigo celebrou núpcias magníficas, nada omitindo de quantas coisas em tais festas se exigem. Segundo a lei que aceitara ao sair do Inferno, estava sujeito a todas as paixões humanas; assim, logo entrou a deleitar-se com as honrarias e pompas do mundo, e a gostar de ser louvado entre os homens, coisas que lhe acarretavam não pequena despesa. Por outro lado, não tardou muito a apaixonar-se perdidamente por sua D. Honesta, nem mais podia viver quando por alguma razão a encontrava triste ou aborrecida.

Trouxera consigo D. Honesta, além da nobreza e beleza, tanta soberba quanta nem Lúcifer tivera jamais; Rodrigo, que experimentara uma e outra, julgou superior a da mulher. À medida, porém, que ela percebia o amor que lhe devotava o marido, crescia-lhe sobremodo o orgulho. Pensava que o podia dominar em tudo, dava-lhe ordens sem o menor respeito ou piedade e, se lhe negava ele alguma coisa, não tinha escrúpulos em agredi-lo com palavras grosseiras e injuriosas, o que a Rodrigo causou incrível enfado. Todavia, o sogro, os irmãos, a parentela, as obrigações do casamento e sobretudo o grande amor que ela lhe inspirava, faziam-no pacientar. Quero passar em silêncio os grandes gastos a que era obrigado para contentá-la, vestindo-a segundo os novos costumes e modas recentes; nem lembrarei que, para ela o deixar em paz, teve ele de ajudar o sogro a casar as outras filhas, o que lhe fez despender considerável importância. Depois, desejando-se manter em boa paz com a mulher, consentiu em mandar um dos irmãos dela para o Levante com casemiras e outro para o Ocidente levando sedas, ao passo que para o terceiro abriu em Florença uma oficina de ourives, em que despendeu a maior parte do dinheiro que tinha. Todas essas coisas, suportava-as Rodrigo pelos motivos supracitados; apesar de gravíssimas, nem graves as teria achado se houvessem introduzido a paz em sua casa, permitindo-lhe aguardar em sossego o momento de sua própria ruína. Mas foi o contrário que sucedeu, pois a índole insolente de sua esposa, além das despesas insuportáveis, carreava-lhe inúmeros aborrecimentos. Nenhum criado a agüentava, não digo por muito tempo, mas nem sequer por alguns dias. Para Rodrigo era o mais duro dos incômodos não possuir um criado que tivesse amor à sua casa. Os próprios diabos que trouxera consigo como domésticos preferiam voltar aos fogos do Inferno a viver no mundo às ordens daquela mulher.
Assim continuava Rodrigo na sua vida tumultuosa e inquieta. Tendo já consumido nos gastos desenfreados o que reservara em espécie, começou a viver à espera das entradas que aguardava do Ocidente e do Levante. Como ainda tivesse bom crédito, pediu dinheiro emprestado, para não ficar aquém de sua condição; e já certo número de letras sacadas por ele circulavam na praça, o que logo foi notado pelos que trabalham neste ramo de negócios.

Já era bem precária a situação de Rodrigo, quando de súbito chegam notícias do Levante e do Ocidente: aqui um dos irmãos de D. Honesta perdera no jogo todo o dinheiro de Rodrigo; ali, o outro, ao voltar em um navio carregado de suas mercadorias, que não estavam no seguro, naufragou com toda a carga.

Mal se divulgaram essas novas, os credores de Rodrigo reuniram-se. Julgavam-no um homem liquidado, mas ainda não podiam tomar providências, por não haver expirado o prazo das cobranças; resolveram, pois, mandar observá-lo habilmente, para que num abrir e fechar de olhos não lhes escapasse das mãos. Por sua parte, Rodrigo não vendo outro remédio e sabendo as obrigações que lhe impunha o pacto infernal, decidiu fugir a todo transe. Certa manhã, montou a cavalo e saiu pela porta do Prato, perto da qual residia. Espalhada a notícia de sua fuga, alarmados recorreram os credores às autoridades e puseram-se no encalço dele, acompanhados não apenas dos meirinhos, senão também de muitos populares.
Em fuga pelos campos, Rodrigo chegou à casa de João Mateus del Bricca, lavrador de João del Bene. O acaso fê-lo encontrar com João Mateus, que trazia de comer aos bois. A este se recomendou o fugitivo, prometendo-se que, se o salvasse de seus inimigos, o tornaria rico, coisa de que lhe daria prova antes mesmo de sair de sua casa; se não o fizesse, concordava em que o próprio camponês o entregasse aos seus adversários.

Embora simples aldeão, era João Mateus homem de coragem. Julgava que nada tinha a perder se tentasse salvá-lo e prometeu auxílio. Havia diante da casa um monte de estrume; foi lá que o escondeu, cobrindo-o de caniços e raminhos ajustados para fazer fogo.

Mal acabara Rodrigo de esconder-se, chegaram seus perseguidores. Por mais ameaças que fizessem a João Mateus, não alcançaram levá-lo a confessar que o tinha visto. Assim, partiram e, depois de procurá-lo todo aquele dia e mais o dia seguinte, retornaram a Florença, exaustos.

Cessada a agitação, João Mateus tirou Rodrigo do esconderijo e pediu-lhe que cumprisse a promessa, ao que Rodrigo lhe disse:

- Irmão meu, tenho contigo uma grande obrigação e quero cumpri-la de qualquer maneira; e para que acredites que o posso fazer, dir-te-ei quem sou.

Nisso revelou a sua identidade, contando em que condições saíra do Inferno e como se casara. Explicou-lhe, em seguida, como pretendia fazê-lo rico. O seu projeto era o seguinte: quando João Mateus ouvisse que alguma mulher estava espiritada, devia saber que era ele, Rodrigo, que se apoderara dela; nem sairia do corpo da vítima sem que João Mateus viesse tirá-lo; destarte, poderia o camponês pedir aos parentes da endemoniada o preço que bem entendesse. João Mateus aceitou a proposta e Rodrigo partiu.

Decorridos alguns dias, propagou-se a notícia de que uma filha de mestre Ambrósio Amadei, casada com Buonaiuto Tebalducci, estava espiritada. Não descuravam os parentes nenhum remédio a que se recorre em casos semelhantes; assim puseram-lhe na cabeça o crânio de S. Zenóbio e o manto de S. João Gualberto. Rodrigo porém, zombava de tudo aquilo. E, para dar a entender a todos que o mal da moça era um espírito e não qualquer imaginação fantástica, falava latim, discutia coisas de filosofia e descobria os pecados de muitos, desmascarando, entre outros, a um frade que guardara em sua cela, durante mais de quatro anos, uma mulher vestida à maneira de fradinho, coisas que enchiam a todos de espanto. Estava Mestre Ambrósio irritadíssimo e, havendo experimentado em vão todos os remédios, perdera já a esperança de curar a filha, quando João Mateus veio ter com ele prometendo-lhe a saúde da filha se lhe desse quintos florins. Ambrosio aceitou a proposta. Então João Mateus, depois de mandar dizer um certo número de missas e executar algumas cerimônias para embelezar a coisa, achegou-se à moça e segredou-lhe ao ouvido:

- Rodrigo, aqui estou esperando que me cumpras a promessa.

Ao que Rodrigo respondeu:

- Com o maior prazer. Mas isso não chega ainda a tornar-te rico. Eis por que, apenas saído daqui, entrarei na filha do rei Carlos de Nápoles, e de lá não sairei sem que me chames. Então exigirás uma propina a teu contento e depois disso não deverás mais importunar-me.

Nisso saiu do corpo da doente, com alegria e admiração de toda Florença.

Não tardou e já se espalhava por toda Itália outro acidente, com a filha do rei Carlos. Como o remédio dos frades não servisse, o rei, que ouvira falar em João Mateus, mandou chamá-lo. Entretanto, Rodrigo, antes de sair do corpo da princesa, disse-lhe:

- Olha João Mateus, cumpri a promessa de te enriquecer. Desobriguei-me contigo e não te devo mais coisa alguma. Portanto, andarás acertado em nunca mais me aparecer, pois assim como te fiz bem até hoje, doravante te farei mal.

João Mateus tornou a Florença riquíssimo, tendo recebido do rei mais de cinqüenta ducados. Estava resolvido a gozar em sossego a opulência, sem crer que Rodrigo pensasse realmente em prejudicá-lo. Bem cedo, porém, se desiludiu, ante a notícia de que a filha de Luís VII, rei de França, estava espiritada. Essa notícia conturbou de todo a alma de João Mateus, que não cessava de pensar na autoridade do monarca e nas palavras que dissera Rodrigo. De fato, o rei como não encontrasse remédio para o mal da filha, e tendo ouvido falar da capacidade de João Mateus, mandou chamá-lo, primeiro simplesmente por correio, mas visto que o homem alegava certa indisposição, viu-se o rei obrigado a reconhecer à Signoria, a qual obrigou João Mateus a obedecer.

Desesperado, foi este a Paris onde começou por explicar ao rei que efetivamente curava, já, certas endemoniadas, mas que isso não queria dizer de modo algum que soubesse ou pudesse curá-las todas, pois algumas há de natureza tão pérfida que não temem ameaças, nem encantamentos, nem religião, seja qual for; de todavia estava pronto a fazer o que pudesse, mas pedia desculpa se não fosse bem sucedido. Enfastiado, o rei declarou que, se não lhe curasse a filha, mandaria enforcá-lo. Viu-se João Mateus em grandes apuros, mas fez da fraqueza, força; mandou vir a endemoniada e, achegando-se ao ouvido, recomendou-se humildemente a Rodrigo, lembrando-lhe o benefício prestado e como seria ingrato se o desamparasse naquele transe.

- Irra! – exclamou Rodrigo. – Então, miserável traidor, ainda tens coragem de te apresentar diante de mim? Pensas poder-te gabar de que enriqueceste com meu auxílio? Pois hei de mostrar-te, a ti e a todos, que sei dar e retirar qualquer coisa, a meu talante; e, antes que partas daqui, farei enforcar-te, custe o que custar.

Em tal conjuntura, João Mateus não vendo remédio, resolveu tentar a fortuna por outro meio. Mandou embora a espiritada e disse ao rei:

- Senhor, como declarei, há muitos espíritos tão malignos que com eles ninguém pode; pois este é um dos tais. Mas quero fazer uma última experiência: se for bem sucedido, teremos alcançado nosso fim; em caso contrário, estarei em suas mãos, que saberá ter comigo a compaixão a que faz jus minha inocência. Ordene V. Majestade que se erga na praça de Nossa Senhora, um grande estrado, em que caibam todos os barões e todo o clero desta cidade; mande orná-lo em panos de seda e ouro, e erguer no meio dele um altar. Quero que domingo próximo Vossa Majestade com todo o clero, todos seus príncipes e barões, se reunam no estrado, com pompa real. Depois de celebrada a missa V. M. fará vir a endemoniada. Quero, além disso, que num ângulo da praça haja pelo menos vinte pessoas munidas de trompas, cornetas, tambores, símbalos e instrumentos de toda sorte. Quando eu levantar o chapéu, todos deverão tanger os seus instrumentos e encaminhar-se na direção do estado. Essas coisas, junto com certos outros remédios secretos, julgo farão partir o tal espírito.

O rei ordenou tudo isso. Chegou a manhã de domingo. O estado estava cheio de personagens e a praça de povo. Celebrada a missa, a espiritada foi conduzida ao estrado por dois bispos e muitos senhores. Ao ver tamanho ajuntamento e tanto aparato, Rodrigo ficou quase tanto e disse consigo: - “Que terá inventado este miserável traidor? Pensa espantar-me com essa pompa? Ignora que estou acostumado a ver as pompas do Céu e as fúrias do Inferno? Hei de castigá-lo, seja como for.”

Quando, depois, João Mateus se aproximou dele novamente e lhe pediu que saísse, ele falou:

- Bela idéia a tua, na verdade! Que pensas alcançar com todo este aparato? Acreditas escapar assim ao meu poder e à ira do rei? Miserável ladrão, farei enforcar-te, haja o que houver.

Como não cessasse de repetir estas palavras, João Mateus houve por bem não perder mais tempo. Fez o sinal com o chapéu e todas as pessoas encarregadas de fazer barulho tocaram os seus instrumentos e com um rumor que ia ao Céu foram chegando ao estrado. O barulho aguçou os ouvidos a Rodrigo, o qual não entendendo o que era aquilo, pediu a João Mateus que lho explicasse. Este lhe respondeu, muito perturbado:

- Ai, meu Rodrigo, é a tua mulher que vem buscar-te!

Era de ver a alteração produzida na mente de Rodrigo pelo nome da mulher. Tamanho lhe foi o espanto que, sem indagar de si mesmo se era possível que ela estivesse ali, fugiu sem dizer palavra e deixou a princesa livre; preferiu voltar ao Inferno para dar conta de suas ações a submeter-se outra vez ao jugo matrimonial, suportando tantos fastios, despeitos e perigos. Assim, Belfagor, de volta ao Inferno, atestou os males que a esposa traz consigo a uma casa, ao passo que João Mateus, que se mostrara mais esperto que o Diabo, regressou a casa contentíssimo.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Cortejo para Mostra de Cenas Minuto, da FAFI.

Foto tirada em frente ao Theatro Carlos Gomes


"Esta aqui eu não vou nem falar, preste bem atenção! / Com seu vestido de bolinha, eu me lembro: "é um 'vestido' de bolinha amarelinha"- Eu me lembro dessa canção. / Talvez, na tua idade, ainda não existia, não / Mas não tem problema, o tempo foi passando... Agente só veio brincar / Também é rainha, pode em qualquer lugar brilhar / Mas também faz parte da galera que vive ali no teatro, fazendo o povo sorrir e cantar... / Só cuidado pra dentadura não pular, mas deixa pra lá."

Êhh... Coisa boa!!
A cada dia, um aprendizado e uma nova conquista.
Feliz por ser TEATRO  e por conhecer vocês!!
Beijo, beijo, beijo...

Franciely Sampaio

sexta-feira, 27 de abril de 2012

O REPENTISTA - Cortejo para a Mostra de Cenas Minuto, da FAFI.

Alguém se lembra disso? -rs' Foi um dia ótimo!! Grande beijo aos meus queridos amigos, e atores aprendizes. - 'Que essa magia nunca se acabe!'

Franciely Sampaio.



domingo, 15 de abril de 2012

ESCOLA FAFI
Teatro de Rua
Professores: Vanessa e Wyller.


Bom pessoal, como atriz aprendiz quero deixar registrado o quanto aprendo em cada aula presencias na FAFI. Ápos um longo feriado de Semana Santa, ao retornar as atividade propostas por Vanessa para o grupo, percebi que estava bastante puxada mas enfim conseguimos superar nossas limitações. Afinal para ser ator, devemos ser consciente que para nós que escolhemos caminhar para essa direção, a zona de conforto já não existe mais assim como relata nossa colega atriz aprendiz Jussara Passo.

Aprendi também que a pausa que temos não são para descanso e sim para acumular energia, é preciso que estejamos atento em todo movimento em toda direção, ao povo, à platéia, ao público, na dinâmica e no assunto proposto para o grupo tudo isso tem que acontecer sem perder o foco.

Ah!
Claro, isso tudo com muito cortejo. Pois vale apena lembrar que o cortejo na vida do ator é ferramenta incondicional e importante toda hora em cada segundo, para o ator aprendiz o cortejo é um dos momentos oportuno aonde o ator se põe em movimento em querer atingir não somente por onde passa ou aonde estar ou estará porque nesse momento nosso 'foco' torna-se mais abrangente. É isso ai pessoal estou muito contente em fazer parte desse momento em nossas vida. Até a próxima aula. Obrigada!

EU SOU A SORAIA SANTOS DE SOUSA.

sábado, 17 de março de 2012

Minha Zona de Desconforto

Hoje fiz minha terceira aula de Teatro de Rua e para mim a cada novo encontro com o Teatro eu me reencontro comigo mesma. Descubro que toda a vez que eu olho no olho de alguém e mantenho o "foco" eu disciplino minha mente para que ela se mantenha no momento presente. Descubro que o teatro exige o encontro, a parceria - porque ele acontece sempre dentro de um jogo real e também simbólico aonde os 'jogadores' e a 'platéia' "alimentam" a jogada . Descubro que o teatro é sedução; é conquista; é namoro - é gostoso, mas dá trabalho e exige esforço consciente: físico, intelectual e emocional.
O Teatro me tira de minha "zona de conforto" e provoca em mim um confronto comigo mesma e com o meu desconhecido. Ele é a minha zona de desconforto.

Jussara Passo
atrizaprendiz

sábado, 10 de março de 2012

Poesia de ônibus.

Hoje eu fui de encontro ao chão e me ergui na batida de um pandeiro.
Hoje eu pulei em poças d'água e gritei ao mundo letras do Chico.
Hoje eu bati palmas, me tornei foco, dancei no centro da roda e cantei musicas sobre bundas brilhosas de vagalumes...
Hoje, como nunca, eu fui feliz!


- Agora, estou aqui.
Nina Ferrari
http://ame-nina.blogspot.com/
NÓS FAZEMOS TEATRO - Fernando Bonassi

"Contra a ignorância, o terror, a falta de educação, a propaganda de promessas, o conforto moral, a ordem acima do progresso, a fome, a falta de dentes, a falta de amores, o obscurantismo... nós fazemos teatro.Fazemos teatro pra dar sentido às potencialidades, pra
ocupar o tempo, pra desatolar o coração, pra provocar instintos, pra fertilizar razões, por uns trocados, por uma boa bisca, porque é fundamental e porque é inútil. Pra subir na vida, pra cair de quatro, pra se enganar e se conhecer... contra a experiência insatisfatória; contra a natureza, se for o caso, nós fazemos teatro.

Fazemos teatro pra não nos tornarmos ainda pior do que somos. Pra julgar publicamente os grandes massacres do espírito. Pra viabilizar a esperança humana, essa serpente...Nós fazemos teatro de manhã, de tarde e de noite. Nós somos uma convivência de emoções, 24 horas distribuindo máscaras e raízes.Nós fazemos teatro de tudo, o tempo todo, porque acreditamos que a vida pode ser tão expressiva quanto a obra e que devemos ter a chance de concebê-la e forni-la artisticamente. Porque estamos acordados. Porque sonhamos os nossos
pesadelos.Nós fazemos teatro apesar daqueles que, por um motivo que só pode ser estúpido, estejam "contra" o teatro. Aliás, o que pode ser "contra" algo tão "a favor"? Nós fazemos teatro contra a mediocrização do pensamento; a desigualdade entre os iguais e a igualdade dos diferentes.

Nós fazemos teatro contra os privilégios dos assassinos de gravata, batina, jaqueta, toga, minissaia, vestido longo, farda, camiseta regata ou avental. Contra a uniformidade, nós fazemos teatro.Nós fazemos teatro contra o mau teatro que querem fazer da realidade.Nós fazemos teatro pra explicarmo-nos - ainda que mal - e ao mal de todos nós dar algum destino menos infeliz.
Nós fazemos teatro pra morrer de rir e pra morrer melhor. Pra entender o inestimável, se esfregar no infalível, resvalar na nobreza, experimentar as mais sórdidas baixezas, pra brincar de Deus...Nós fazemos teatro, comendo o pão que os Diabos amassam, os pratos feitos que as produções financiam e os jantares que as permutas permitem.Nós temos fome da fome do teatro. Porque onde houve e há teatro, houve e há civilização.Fazemos teatro sim, tem gente que não faz e está morrendo, essa é que é a verdade."

Fernando Bonassi (1962) - ESCRITOR, ROTEIRISTA, DRAMATURGO E CINEASTA
PS: Obrigada turma por seguir firme no propósito... estou achando tudo lindo! Órion

segunda-feira, 5 de março de 2012

Oficina de Teatro de Rua. Professora: Vanessa Darmani

No sábado eu tive minha primeira experiência com aulas de teatro. Nunca participei nem mesmo de peças na igreja, mas resolvi ingressar na oficina de teatro de rua e estou realizando um sonho. Foi uma experiência incrível!

Já na primeira aula fomos para a Praça Costa Pereira. O interessante é que trabalhei no centro de Vitória por vários anos e foram poucas as vezes que parei na praça. Confesso que foi estranho chegar lá e ouvir: sentem-se no chão... Mais estranho ainda quando a orientação foi: deitem-se no chão! Contudo, devo admitir que o desconforto foi apenas inicial. Em pouquíssimo tempo eu já estava adorando aquele momento. Sentir-se completamente integrada àquele ambiente, fechar os olhos e ouvir os diversos tipos de sons, deixar aflorar os sentidos... Foi estimulante!

Outro exercício proposto foi conhecer em 01 minuto o que outro colega faz da vida e representá-lo depois. Foi muito bom superar a timidez inicial e perceber o esforço e a criatividade de cada Ator aprendiz para representar.

Após a experiência na praça voltamos para a sala de aula da FAFI. A partir de então começamos a ouvir a percepção de cada um dos colegas. E que ricas percepções! Algumas análises daquele momento foram realmente encantadoras: Vander, João Vitor, Robson, Franciely, Orion entre tantos outros. Ouvimos a respeito da integração com o ambiente, dos diferentes níveis de audição, da zona de conforto, da interação com os transeuntes, da superação...

Ao chegar em casa e pensar em todos o momentos da aula lembrei-me dos meus tempos de UFES, das explicações do professor Luiz Eustáquio Soares a respeito de Alteridade: Como se colocar no lugar do outro, como interagir, como conviver e aceitar as diferenças.

“A experiência da alteridade (e a elaboração dessa experiência) leva-nos a ver aquilo que nem teríamos conseguido imaginar, dada a nossa dificuldade em fixar nossa atenção no que nos é habitual, familiar, cotidiano, e que consideramos ‘evidente’. Aos poucos, notamos que o menor dos nossos comportamentos (gestos, mímicas, posturas, reações afetivas) não tem realmente nada de ‘natural’. Começamos, então, a nos surpreender com aquilo que diz respeito a nós mesmos, a nos espiar. O conhecimento (antropológico) da nossa cultura passa inevitavelmente pelo conhecimento das outras culturas; e devemos especialmente reconhecer que somos uma cultura possível entre tantas outras, mas não a única”. (F. Laplantine, 2000:21)*

Enfim, obrigada a cada um de meus colegas pelas experiências compartilhadas, obrigada Vanessa e Wyller pelos exercícios propostos. Aguardo ansiosa pelas próximas aulas!

Kelly Lima

* Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Alteridade